Protesto de estudantes em SP contra tarifas de ônibus

A manifestação ocorreu sob chuva e destacou o direito ao passe livre estudantil

15/01/2026 às 10:19
Por: Redação

Estudantes de São Paulo organizaram um protesto contra o aumento das tarifas de transporte público. O evento aconteceu sob chuva no centro da cidade durante a tarde e noite de quarta-feira, 14 de janeiro de 2026.

 

“Esse é mais um ato que se soma à tradição que o movimento estudantil aqui no estado de São Paulo tem de iniciar o ano sempre ocupando as ruas em reação ao aumento da tarifa no transporte público. Também ocupamos as ruas em defesa de uma conquista histórica nossa, que foi o passe livre estudantil. Esse direito tem sofrido uma série de ataques mas sabemos que ele é um elemento fundamental para a permanência dos estudantes na universidade”, declarou Bianca Borges, integrante da União Nacional dos Estados Estudantes, participante do protesto.

 

O protesto teve lugar em frente à prefeitura, organizado pelo Movimento Passe Livre. Imagens do evento mostraram manifestantes levantando cartazes e palavras de ordem contra os reajustes.

 

O estado e a prefeitura de São Paulo anunciaram recentemente o aumento das tarifas dos transportes públicos, o que gerou insatisfação entre os usuários.

 

A manifestação também foi palco para reclamar o direito ao passe livre e ao acesso mais amplo à cultura, lazer e educação.

 

A polícia deteve dois jovens perto do local do protesto. Eles usavam máscaras do tipo balaclava, o que levou à ação policial. A Secretaria de Segurança Pública não forneceu comentários sobre o ocorrido, mas a ação foi justificada com base na proibição do uso dessas máscaras em manifestações.

 

“Nesse ato pedimos uma reivindicação histórica do movimento estudantil que é o direito ao acesso à cidade, o direito à mobilidade urbana que não por novidade, no governo de Tarcísio e de Nunes eles têm seguido a risca, a receita neoliberal que é colocar os direitos do povo, o direito público no balcão de negócios para favorecer interesses privados“, afirmou Wesley Gabriel, presidente da União Estadual dos Estudantes.

 

Ações semelhantes estão planejadas em outras cidades de São Paulo, incluindo Campinas e Sorocaba, como parte de uma mobilização contínua.

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